11 de agosto de 2015

Hércules

HÉRCULES
Com Dwayne Johnson, John Hurt e Joseph Fiennes
Direção: Brett Ratner

Você deve estar se perguntando: o que um filme de ação pode trazer de inspiração para um blog espiritualista? Ainda mais sobre um filme estrelado por um brucutu conhecido no meio cinematográfico pelo apelido de "The Rock", não é mesmo? 

Mas fique tranquilo. Deixe o preconceito de lado, pois esse filme não deve e nem pode ser julgado pela violência coreografada ou pelos efeitos visuais de última geração. "Hércules" é uma pérola cinematográfica! Acredite. "Hércules" possuiu um roteiro inteligente, boa direção e atuações impecáveis. Algo, no mínimo, surpreendente se compararmos o nível das atuais produções hollywodianas; e que enche os olhos até o último frame.



O FILME
Após realizar os doze trabalhos, Hércules (Dwayne Johnson carismático na pele do lendário filho de Zeus) se une a seis mercenários: Anfiarau, Autólico, Tideu, Atalanta e Iolaus - todos em busca de um trabalho qualquer, (bem) remunerado - mesmo que o objetivo fosse matar. Conhecido por ser imortal, Hércules é convidado por Cotys (John Hurt), rei da Trácia, para treinar o seu exército e enfrentar o temível Rhesus, o líder dos Centauros.

UMA MENSAGEM NAS ENTRELINHAS
A clássica história de Hércules, o semideus, filho de Zeus com a mortal, Alcmena e seus 12 trabalhos já foi recontada inúmeras vezes no cinema - desde séries a desenhos animados. Desde crianças conhecemos sua saga mitológica. Como expiação pelo assassínio de sua esposa Mégara, Hércules é obrigado a executar os doze trabalhos impostos por Euristeu, rei de Micenas e Tirinto: 1) Matar o leão de Neméia e 2) a hidra de Lerna; 3) Capturar o javali de Erimanto e 4) a corça de Cerínia; 5) Matar a flechadas as aves do lago Estinfale; 6) Capturar o touro de Creta e 7) os cavalos de Diomedes; 8) Vencer as Amazonas; 9) Limpar as estrebarias de Augias; 10) Buscar os bois de Gerião; 11) os pomos de ouro e 12) Capturar Cérbero, o cão de três cabeças guardião do Inferno

O resultado final todos sabemos. 

Mas o que chama a atenção nessa nova incursão cinematográfica (e que obriga essa dica entusiasmada) é a customização da lenda recontando ou revelando fatos que teriam levado Hércules a ser reconhecido como um herói - algo impossível se o roteiro não fosse inteligente o bastante para driblar a mesmice que acompanha algumas produções desse porte. Partindo do princípio que somos todos filhos de Deus e que por direito herdamos Seu Poder, o filme mostra o personagem como um homem comum, amargurado, indeciso em sua eterna busca da sua metade divina (repare na cena em que Anfiarau pede a Hércules que cubra as feridas para não vê-lo sangrar como um simples mortal). Além de empolgar, o filme nos brinda com uma mensagem bem sutil sobre o modo de como enxergamos a história - seja ela sobre o nosso universo em particular (pautado em fatalismos, determinismos ou carmas) - ou nas dos outros, que vivem buscando justificativas fantasiosas e românticas para recriar o próprio destino


SAIBA MAIS SOBRE O AUTOR
Pryom PRYOM é Numerólogo e Espiritualista. Formado em Publicidade, desde jovem é empenhado em compreender a alma humana. Ministra palestras sobre Numerologia e encontros sobre o autoconhecimento. Se quiser saber mais, clique aqui. Se gostou do blog assine para receber os próximos artigos.

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