20 de janeiro de 2017

E você? Mudou para melhor?

Dizem que quanto mais velhos ficamos, mais difícil é mudar de opinião, de comportamento ou até de rever conceitos que antes acreditávamos certos. Será mesmo? As pessoas que acreditam nisso acabam sofrendo do conhecido Complexo de Gabriela e costumam repetir, sem querer, os versos que Dorival Caymmi imortalizou na canção chamada Modinha para Gabriela: "Eu nasci assim. Eu cresci assim e sou mesmo sim. Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela"! Infelizmente esse comportamento costuma fazer parte da vida das pessoas que se alimentam de rezingas e que teimam mudar ou perceber que a vida possui os seus ciclos de renovação e crescimento.

O psicanalista Luiz Alberto Py assegura que sempre haverá uma oportunidade para aprimorar ou modificar alguma coisa no nosso comportamento, mesmo que seja um pequeno detalhe. Segundo ele, o tempo muda e sempre nos oferecerá momentos para olhar com mais atenção às coisas que ainda desconhecíamos em nós mesmos.

Essa afirmação é baseada em várias pesquisas sobre o comportamento de pessoas entre 21 e 60 anos de idade. Para os psicólogos, as transformações acontecem especificamente após os 30 anos, quando decorre uma transformação natural da vida. É justamente nessa faixa de idade que surge o momento da escolha da carreira profissional, a decisão sobre a união conjugal e a maternidade/paternidade.

METAMORFOSE AMBULANTE


Felizmente, crescer ou amadurecer não são sinônimos de enrijecimento. A personalidade humana não está condenada a ser como o tronco de uma árvore e nem se deve dar razão ao provérbio popular que afirma que pau que nasce torto, nunca se endireita. A personalidade não é condenada à cristalização e todos nós tendemos a continuar se desenvolvendo. Para melhor.

Na Antiguidade, afirmava-se que os sete planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Sol e Lua) eram encarregados de orientar o homem acerca do Tempo. Os astrólogos dividiam a vida em períodos de 7 anos, pois acreditavam que essa divisão matemática modificaria o destino e a personalidade humana (leia mais sobre isso). Assim como as estações marcavam o ritmo da Terra, a cada sete anos se iniciam novos ciclos de renovação que em seu bojo trazia desafios que possibilitam aceitar o passado, viver o presente e planejar o futuro.

Como na música de Raul Seixas, é preferível ser uma metamorfose ambulante a ter uma opinião fixa sobre tudo. É lógico que é bastante difícil mudar. A sociedade é sustentada por padrões de comportamento e exige de todos nós coerência de atitudes; mas nada impede que haja uma renovação ou reavaliação de conceitos que antes se considerava certos.


As mudanças de personalidade envolvem geralmente a capacidade de refletir sobre quem somos e o que queremos ser. É isso ocorre por volta dos 30 e 35 anos de idade, quando percebemos que dar murros em ponta de faca não leva a lugar algum. É nesse período que entramos em desespero ao imaginar que perdemos o rumo das coisas: surge a falta de paciência, ficamos intolerantes. É nessa fase que tentamos buscar desesperadamente no outro a complementação de nossas faltas. Essas mudanças de temperamento dependerão da nossa maneira de pensar, herdadas na infância (leia mais sobre isso). Trata-se de um grande exercício de percepção. É preciso entrar em contato com o passado e abrir espaço para o futuro.

DIZ O MESTRE:
George Gurdjieff acreditava que o homem somente conseguiria mudar internamente se desenvolvesse a capacidade de reavaliar tudo o que aprendeu ao longo da vida. Como as mudanças dependem da maneira de pensar, devemos dar sempre uma pausa na rigidez (leia mais sobre isso). Se quisermos resultados diferentes para os nossos sonhos, façamos sempre algo diferente. Que tal trabalhar com leveza para fazer esses ajustes? Não importa quanto tempo leve. Tudo deve ser feito em etapas.

Quando pressentimos que chegou a hora de mudar, devemos imaginar a vida como um filme em DVD mostrando nossas quedas e tropeços até aquele momento. É lógico que, à medida que o tempo passa, nossa impaciência tende a crescer. Mas, ao mesmo tempo, as experiências nos dão meios de superar esses erros e encontrar o caminho que nos permite seguir em frente. Assista a esse filme na sua tela mental. Mas tome bastante cuidado: se continuar assistindo somente o filme com as derrotas, você ficará paralisado. Se assistir o filme sobre as experiências, você terminará se julgando mais sábio do que realmente é.

Precisamos dos dois filmes.


SAIBA MAIS SOBRE O AUTOR DESSE ARTIGO
Pryom PRYOM é Numerólogo, Médium Espiritualista e Filho de Xangô. Se quiser saber mais, clique aqui. Se gostou do blog assine para receber os próximos artigos.

4 comentários :


  1. Boa tarde,Pryom! Não consigo me calar mediante um texto de auto reflexão ... Pura AÇÃO.
    Fase dos 40..., em que os hormônios se encontram em transformação,menopausa, andropausa... Enfim, o mais importante é cuidar de Si, reforma íntima dá trabalho dói olhar pra dentro...Mas acredite e não desista a luz está presente é só aumentar o pavio. Muita compaixão consigo mesmo, perdão... Ufa, como dói crescer! Vamos que vamos...GRATIDÃO!

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  2. Boa tarde, Tina! Você tem toda razão. Nada é de graça. Conquistas, trabalhos, filhos, casamento, perdas. Tudo isso contribui para a mudança da nossa personalidade. Crescer dói. Daí o aprendizado.
    Obrigado pelo seu comentário. Namastê!

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  3. Respostas
    1. Grande abraço, Gilmara! Gratidão _/\_

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