24 de abril de 2013

Os Agnósticos

De vez em quando se assiste pelas redes sociais discussões sobre Fé e Ciência. O que mais impressiona é que a maioria delas é alimentada por opiniões pessoais - e quase sempre - não levam a absolutamente nada. Creio que cada um deveria guardar a opinião para si mesmo. Não aceitar como verdadeiro aquilo que o outro apresenta embalado sob uma aura de misticismo não significa descrédito, desrespeito ou desdém, pois entre duas cabeças diferentes existe a palavra chamada RAZÃO.

A Metafísica - uma ciência também construída pela Razão - afirmava que através dos conceitos se conhece a natureza dos seres. Por isso os conceitos chaves dessa ciência receberam o nome de  kat'agorein, que em grego clássico significava gritar. A ironia socrática questionava exatamente essas "discussões", essas "gritarias" despropositadas. O grande filósofo pregava apenas fidelidade à verdade interior presente em cada um. Até hoje poucos sabem o que é maiêutica, mas se questionassem um pouquinho mais a si mesmos, se procurassem a Verdade sem temer as conseqüências, encontrariam as respostas que tanto procuram.

Eu nunca discuti as minhas convicções com ninguém - tampouco a minha fé. Ainda bem. Todos percebem que eu consigo trafegar com respeito por todas as religiões. Como não tenho dúvidas sobre a crença na reencarnação, posso distinguir o limite da Magia Ancestral do objetivismo da Filosofia Clássica: ISSO SE CHAMA CONHECIMENTO. Talvez, por falta desse equilíbrio, as pessoas se confundem no meio de uma discussão ao responder - de repente - no quê realmente acreditam.

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Muita coisa se vê pela internet: tem gente que acredita em conspirações políticas do governo americano, vida em outras galáxias, deuses de outras dimensões, discos voadores, Crop Circles, etc. A blogsfera é um território livre para ler, escrever e acreditar em qualquer coisa que brilhe, pulse ou sangre. ISSO SE CHAMA LIBERDADE. Ninguém é obrigado a aceitar aquilo que o outro acredita. Se todos equacionassem Conhecimento e Liberdade compreenderiam o significado real daquela palavra de cinco letras citada no final do primeiro parágrafo desse artigo. Afinal, é na ausência dela que se criam polêmicas ou discussões desnecessárias.

VENDO, ANALISANDO E TESTANDO PARA CRER

Conheço algumas pessoas que acompanham, leem e seguem o MEU MESTRE INTERIOR, mas não acreditam em tudo o que eu escrevo: são os agnósticos. Você já deve ter ouvido falar sobre o agnosticismo. Não se trata de uma religião, embora o nome "carregue" esse peso. Os agnósticos são pessoas que conseguem equacionar filosoficamente a Fé a Ciência e várias pesquisas sobre religião atribuem um crescimento considerável na sociedade atual. Mesmo ocupando um pequeno nicho, ainda existem muitas dúvidas sobre a postura desses grupos. Então vejamos.

Os agnósticos são pessoas que não acreditam em Deus ou nas questões transcendentais à vida porque, segundo eles, é impossível provar essas existências. O termo deriva de agnosticismo, cunhado pelo biólogo inglês Thomas Henry Huxley no século XIX (foto ao lado). Amigo de Charles Darwin, autor da teoria da seleção natural, Huxley criou essa palavra para expressar uma postura metodológica de admitir apenas as coisas que são cientificamente comprováveis.

Ou seja: os agnósticos não aceitam e não acreditam em nada que esteja além do mundo físico. É diferente do ateu, que crê que Deus não existe.

Sobre o Autor:
Pryom PRYOM é Filho fiel de Xangô, Sacerdote Místico-Espiritualista, Médium e adepto de uma religião chamada Honestidade. Se você gostou desse artigo, assine para receber gratuitamente notificações por e-mail.

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