20 de fevereiro de 2017

"G", de Gaudí - O Arquiteto de Deus

Nascido na cidade de Barcelona em 25 de junho de 1852, Antoni Placid Gaudí i Cornet, é um dos mais conhecidos arquitetos do modernismo catalão. Autor de uma assinatura única, Gaudí não abria mão das ideias surrealistas. Com a ajuda de artesãos, ferreiros, ceramistas, pedreiros e carpinteiros, foi responsável por uma série de obras espetaculares. Eram curvas, arcos, abóbadas, colunas e torreões que pareciam imitar o movimento dos corpos. Eram exemplares da Arquitetura Orgânica que impressionou o mundo.


INSPIRAÇÃO NA ARQUITETURA
Baseada na observação da Natureza, a arquitetura orgânica foi uma escola que se desenvolveu ao redor de todo o mundo, influenciada pelas ideias do arquiteto finlandês Alvar Alto na primeira metade do século XX. Esse conceito de concepção estética já havia encantado Leonardo da Vinci, no século XV quando este representou o homem geometricamente distribuído no interior de uma estrela de cinco pontas.

Aliás, na Antiguidade era comum buscar inspiração no desenho anatômico dos corpos. A sofisticada estrutura do esqueleto - um conjunto de 206 ossos - atraía a curiosidade dos primeiros arquitetos por considerarem o corpo uma criação artística da alma e do espírito que o habitam.


A arquitetura gótica, do século XII, por exemplo, era inspirada no entrelaçamento das costelas unidas formam uma caixa que abriga o coração e os pulmões. Do mesmo modo, que as abobadas das primeiras igrejas cristãs, do século III, foram inspiradas nas formas côncavas dos crânios e aos arcos das criptas romanescas do século III. E as pernas que serviram como modelos de colunas aos cretenses do período de 2500 a 1200 antes de Cristo.

Fascinado por essa possibilidade, Gaudí também inseriu nas fachadas de suas construções a beleza e a estabilidade do esqueleto humano. Tudo era estudado exaustivamente por ele. O mestre via nos ossos do esqueleto uma estrutura perfeita para resolver problemas de sustentação, firmeza e ainda conferir uma estética diferenciada aos objetos. Um simples fêmur - o maior osso da perna - tinha a forma e a rotação perfeita para decorar as fachadas da Casa Batlló, em Barcelona. Assim como o conjunto de sacadas, inspiradas livremente na bacia óssea. O resultado pode ser conferido clicando na imagem abaixo.

A LINHA RETA SIMBOLIZA O HOMEM, AS CURVAS, O REFLEXO DE DEUS
Mais do que um fenômeno artístico, as obras de Gaudí também representavam um manifesto cultural. No início dos anos 1900, Barcelona se mostrava efervescente com as frequente visitas de intelectuais, filósofos, pintores e poetas. Era esse clima politizado abastecia a cultura catalã, que mantinha laços mais estreitos com Paris do que com Madri. Foi o período chamado de Reinaxença, um manifesto que alimentado pelo sentimento crítico sobre a arte em geral, sobre a política e a fé. Orbitando esses movimentos estavam duas conhecidas confrarias secretas: os rosacruzes e a Maçonaria.


GAUDÍ ERA OU NÃO ERA MAÇOM?

Essa dúvida atormenta os pesquisadores. Afinal, Gaudí era ou não maçom? Bem, quem observar com olhos atentos a Catedral da Sagrada Família, sua obra inacabada, ou o deslumbrante Parque Güell, descobrirá vários símbolos esotéricos que poderão servir de pista: lá estão as cavernas, as escadas em caracol, os dragões, a serpente e o galo. E também se deparará com o curioso Quadrado Mágico, cuja soma em todos os sentidos resulta 33 - o último Grau Maçônico (veja a imagem abaixo, à direita). A porta de metal da Fachada da Paixão exibe um intricado pot-pourri de símbolos, tanto católicos - como o peixe, a senha dos primeiros cristãos - como maçônicos.


Mas mesmo sem provas documentais de sua filiação, a maioria dos biógrafos afirma que Gaudí era Maçom. Apesar de ser católico, nada o impediria de frequentar outros segmentos religiosos que alimentasse o seu universo mágico. Principalmente tendo ele uma cabeça tão independente.

RUÍNAS NOS NEGÓCIOS
Apesar do conjunto da obra, Gaudí não se tornou milionário. Quem hoje visita o fascinante Parque Güell nem imagina que aquele lugar foi antes palco de um desastroso empreendimento comercial, que o empresário e político catalão Eusebi Güell, seu principal patrocinador, propôs, em 1900. A falência de Gaudí adveio após a construção de uma vila residencial: apenas três das 60 casas projetadas foram construídas.

Antoni Gaudí morreu atropelado por um bonde, aos 74 anos. Dizem que as pessoas que presenciaram o acidente recusaram socorro "porque pensavam tratar-se de um mendigo". Nos últimos anos de sua vida, Gaudí estava depressivo e evitava circular publicamente pela cidade. O seu corpo está enterrado na cripta do Templo Expiatório da Sagrada Família, um dos principais cartões postais da Espanha. A obra, iniciada em 1882, permanece inacabada até hoje: apenas oito das dezoito torres previstas pelo arquiteto foram terminadas e, segundo as autoridades, o monumento deverá ficar pronto somente em 2030.

No ano 2000, o Vaticano autorizou um processo de beatificação de Antoni Gaudí - o grande arquiteto de Deus.




SAIBA MAIS SOBRE O AUTOR DESSE ARTIGO
Pryom PRYOM é Numerólogo, Médium Espiritualista e Filho de Xangô. Se quiser saber mais, clique aqui. Se gostou do blog assine para receber os próximos artigos.


RECOMENDADAS PARA VOCÊ

4 comentários :

  1. Aprender eh sempre bom.
    Obrigada Pryom por mais uma aula.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu agradeço por essa oportunidade, Gilmara! Grande abraço.

      Excluir
  2. Gratidão por todos os textos,conversas,aulas...enfim por participar de seu grupo familiar,sabe "aquele que a gente escolhe".

    Abração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Beijão no seu Coração, Tina. Que o GADU nos abençoe e guarde. _/\_

      Excluir