6 de janeiro de 2012

2012 e O Fim do Mundo


Segundo as profecias maias, em 2012 chegaremos ao fim. Não é uma boa noticia, já que o fechamento dos Ciclos ocorrerá precisamente em dezembro, no solstício do dia 21 – próximo ao Natal. Teremos, enfim, a última oportunidade de tentar corrigir nossos pecados – se é que é possível alguém admitir que os tem.

Se as previsões de fim do mundo estiverem corretas, não nos confraternizaremos nas festas de final de ano; esta será uma das minhas ultimas mensagens; e não teremos outras possibilidades de exercitar futuras reflexões. Não haverá necessidade de continuarmos pedindo ajuda aos Mestres. Você não precisará se preocupar em conseguir um bom emprego. Nem precisará buscar prazeres nos amor, pois se chegar ao fim do Ciclo na solidão, tanto faz. No entanto, teremos uma compensação: até tudo acontecer ficaremos livres para fazermos o que quisermos. Não precisaremos seguir os compromissos agendados, poderemos comprar tudo a crédito, poderemos xingar os desafetos, e nem obedecermos a cartilha social da moral e dos bons costumes. Até lá, seremos capazes de prever as conseqüências de nossas ações e escolher qual a melhor solução para os nossos problemas. É o fim mesmo.
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TEMPO, TEMPO, TEMPO

Os antigos profetas bíblicos viam o tempo como algo cíclico. Como sentenciava o Livro do Eclesiastes, um dia se semeava, no outro se colhia. Num se nascia. Noutro se morria. Havia tempo para se lamentar, chorar, sorrir. Independente dos textos sagrados, até hoje se acha que para tudo haverá um tempo melhor. Mesmo que o fim esteja bem próximo.

As profecias sempre fascinaram as pessoas. Desde que o Halley passou pela Terra, muitos profetas, como Cayce, anteviram hecatombes e até hoje algumas páginas da internet garantem essa perspectiva aterrorizante. Nós, que mantemos ainda a sensatez, preferimos nos abster dessas apostas: a única coisa que podemos prever, de fato, são as conseqüências de nossas ações perante a natureza e dos atos desrespeitosos ao próximo. Tudo isso somado ao desenvolvimento tecnológico que deveria estar voltado para o nosso bem estar. Na verdade, a tecnologia – disfarçada de modernidade - vem alienando o homem há muito tempo. O consumismo desenfreado teu causado uma crise de atenção que obriga as pessoas a fazer e desejar várias coisas ao mesmo tempo. Essa “modernidade consumista” permite ao indivíduo ter um olhar difuso sobre a realidade. Atualmente sofre-se pela ausência da reflexão sobre qualquer assunto, somado às constantes mudanças de paradigmas. A sociedade vivencia a Crise da Felicidade. Talvez, por isso, estamos realmente chegando ao fim. Associar o fim dos tempos às profecias maias - ou qualquer outra catástrofe-, poderia ser apenas um ponto de vista.
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Futuro do pretérito

Ralf Steinman e Steve Jobs
Não sei se você percebeu, mas um fato curioso ocorreu quando foi noticiada a morte de Steve Jobs, no ano passado. Uma grande comoção mundial lamentou a morte de um personagem que havia escrito o nome na história contemporânea. Jobs havia inventado “coisas” que modificaram a maneira de enxergar o futuro - ou melhor, de trabalhar o mundo. Não tiro o mérito nem a genialidade de Jobs. Todos nós estaremos sempre abertos às invenções e a tudo que traga bem-estar para o futuro. Só não consegui chorar a sua partida como se fosse um guru, um líder espiritual.

Paralelamente, uma outra noticia chamou-me a atenção. Um cientista canadense chamado Ralph Steinman criou um tratamento que buscava o prolongamento da vida das pessoas vítimas de câncer. Steinmam até conseguiu prolongar sua vida, mas não a tempo de receber o Prêmio Nobel de Medicina de 2011. A mídia noticiou apenas seus feitos no dia de em que ele ganhou o prêmio - e não quando morreu (quem recebeu a premiação foi sua esposa). Jobs e Steinman sofriam da mesma doença: câncer do pâncreas. Jobs foi um empresário bem-sucedido, um homem que potencializou o consumismo. Steinmam era um cientista que brigou pela vida e pela cura. Por que a imprensa dispensou um tratamento tão diferenciado para duas pessoas tão importantes para a humanidade?

Cada vez mais tenho dificuldade para entender os seres humanos. Será que as pessoas preferem possuir um telefone com monte de funções do que desejar viver um pouquinho mais?

CONCLUSÃO

No século XIX, numa época de grandes questionamentos sobre a falência dos princípios morais, criticava-se o comportamento da sociedade. Para os niilistas, por exemplo, a sociedade era tão obtusa, fútil e insensível, que para transformá-la seria preciso antes destruí-la totalmente. Foi envolvido por esse pensamento autodestrutivo, que Nietzsche anunciou a morte de Deus.

Tranqüilizo os seguidores do Mestre: o mundo não vai acabar. Para o homem moderno a ansiedade tornou-se um fim. Nos faz lembrar o drama de Fausto, que movido pela ambição desejava tudo ao mesmo tempo: acabou entregando a alma ao Diabo. Cabe, enfim, uma pergunta: que significa possuir dinheiro, títulos universitários, viajar e conhecer o mundo inteiro, se a criatura humana, sem amor-próprio, sem saúde, sem religiosidade, se perde a si mesma? Dependendo da sua resposta que você vai dar, eu considerarei, sim, o fim do mundo.

P.S. Se o mundo não tiver acabado, clique aqui. Essa será a prova de acertei em minhas previsões e que estamos vivos. Amém.

Sobre o Autor:
Pryom PRYOM é Numerólogo, Filho fiel de Xangô, Sacerdote Místico-Espiritualista, Médium e adepto de uma religião chamada Honestidade. Se você gostou desse artigo, assine para receber gratuitamente notificações por e-mail.

5 comentários :

  1. Olá amado amigo!
    Adorei sua postagem.
    Bem significante no caminhar evolutivo, e para a compreenção de muitos.
    FELIZ 2012 - e que em 2013 estejamos juntos no caminhar evolutivo!
    Com carinho,

    Bruxa Jade Fênix - CASA DA BRUXA JADE FÊNIX

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  2. MARAVILHA. ADOREI . Concordo com o MESTRE........


    Gilmara Dias


    06 de janeiro de 2012

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  3. Querido Mestre!
    Me assustei com o título do artigo, mas você foi ajustando o conteúdo e conclui perfeito. Parabéns.
    Marquinho.

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  4. Prezado Marquinho,
    O dever de um Mestre é apresentar o problema e nunca dar a solução. Se todos os segmentos esotéricos afirmam que o fim do mundo significa “transformação”, “mudanças de atitudes e comportamento”, a minha meta foi atingida.
    Você foi convidado a pensar e deu o primeiro passo para descobrir o que é a Verdadeira Espiritualidade. O título desse artigo instiga o começo do processo de re-avaliação da nossa realidade.
    Namastê!

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  5. Perfeito Mestre o seu artigo. Transformação, evolução, ciclos, a jornada de cada um...chacoalhadas a parte, o mundo não vai acabar mesmo!!! Mas acho que para muitos vai sim, de certa forma...

    Abraço grande

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