24 de novembro de 2009

O Inferno (parte final)

O Cristianismo fala de um lugar onde se escutaria choro e ranger dos dentes. Na época de Cristo, algumas correntes de pensamentos judaicas acreditavam que as almas perversas seriam castigadas depois da morte em um lugar chamado Geena - nome emprestado de um lugar perto de Jerusalém, onde se costumava jogar o lixo de cidades próximas. Entretanto, na Geena, não existia a idéia de uma punição eterna, e a pena máxima jamais podia ultrapassar 365 dias.

O Judaísmo se refere a uma caverna interior, com espaço para um número determinado de almas - um dia o inferno vai estar cheio, e então o mundo acabará! O Islamismo fala do fogo onde todos serão queimados, "a menos que Alah deseje o contrário". Para os hindus, o inferno nunca é um lugar de tormento eterno, já que acreditam na reencarnação da alma depois de certo tempo, com o objetivo de resgatar seus pecados no mesmo lugar onde os cometeu - ou seja, neste mundo.

Os budistas também fazem distinção entre os diversos tipos de punição que a alma pode enfrentar: os infernos de fogo e dos completamente gelados, além de um reino onde o condenado não sente nem frio nem calor, apenas fome e sede infinitas.

A maioria das culturas concebem o inferno no interior da Terra, geralmente por causa de uma analogia entre a morte, o enterro e a decomposição, estudo que vamos dar destaque nos próximos artigos.

Namaste!

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